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O que sua empresa precisa saber sobre a Apple WWDC e Google I/O

 

Nas últimas semanas as gigantes da tecnologia Google e Apple realizaram seus eventos anuais e como esperado, muitas novidades e inovação foram apresentadas. Acompanhe conosco os temas que devemos ficar de olho e as oportunidades para empresas num futuro próximo.

 

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A apresentação da WWDC 2017 da Apple trouxe uma grande quantidade de anúncios. Houveram diversas atualizações, tanto de hardware como software. A capacidade dos ARKit’s de ajudar os desenvolvedores a desenvolver aplicativos de realidade aumentada chamou muita atenção (sem dúvida, graças ao Pokémon Go lançado ano passado). Não é de se admirar que os consumidores acompanhem o evento quase tão de perto quanto os desenvolvedores.

Foram também divulgadas boas notícias voltadas aos profissionais de Mobile Marketing. Algumas atualizações especificas do iOS ampliarão o que os app marketers podem fazer — e isso é antes de adentrar no HomePod, o mais recente lançamento na mania dos alto-falantes inteligentes.

 

A Nova App Store

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Há muito tempo se discute que a pesquisa na App Store não é o que costumava ser. Alguns aplicativos tiveram a sorte de alcançar o crescimento viral nos primeiros anos da loja, mas agora é difícil para um recém-chegado superar o topo das listas (top charts), ou mesmo entrar na busca.

O novo layout da App Store vai ajudar a solucionar esse problema. Talvez a mudança mais óbvia seja que os jogos agora terão sua própria seção. Jogos são, de longe, os apps mais populares, então eles podem ofuscar outras categorias se colocadas lado a lado.

Pode ser que a concorrência continue feroz dentro da categoria de jogos, mas se todos os visitantes estiverem interessados em jogos, esses apps poderão desfrutar de uma melhor taxa de conversão.

Além das abas de jogos e aplicativos, a Apple está introduzindo uma abas de notícias, simplesmente chamada “Hoje” (Today). A aba fornecerá artigos diários, incluindo editoriais, entrevistas, dicas e truques, e listas de apps recomendados por editores especializados, o que poderá incentivar os usuários a tratem a App Store como uma própria fonte de notícias.

Basicamente, a App Store será menos uma ferramenta de pesquisa para se tornar uma plataforma para tudo relacionado ao iOS.

Apple Pay no iMessage

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O Apple Pay apresenta um constante crescimento desde seu lançamento em 2014. Estima-se que 50% dos varejistas dos EUA irão apoiar o serviço até o final de 2017. Ainda assim, a Apple enfrentou uma forte concorrência de empresas como Square, Venmo, e PayPal, tanto para operações de varejo como para transferências de pessoas para pessoas.

A novidade é que o iMessage agora permitirá transferências entre pessoas através do Apple Pay. Enquanto o iMessage já possui aplicativos de pagamento de empresas como o Venmo, a integração com a Apple Pay tornará mais fácil para a Apple possuir o ecossistema completo.

Como o iOS já vem com o Wallet que contém dinheiro para a Apple Pay, novos usuários poderão realizar todas as tarefas básicas de pagamento nos próprios serviços integrados da Apple. A conveniência de não ter que baixar um aplicativo iMessage de terceiros provavelmente impulsará a adoção do Apple Pay. Esta é uma grande notícia para empresas que se estabelecem por meio de pagamentos pelos celulares.

Se mais usuários adotarem o Apple Pay para transferir dinheiro entre amigos, podemos dizer que eles levarão suas carteiras virtuais ao mundo das lojas físicas também. Este é mais um motivo para os varejistas apoiarem o Apple Pay, se já não o fazem.

Enquanto isso, as equipes de venda de apps têm motivos para comemorar. O Apple Pay funciona perfeitamente dentro dos aplicativos – uma vez que está configurada, apenas a impressão digital é necessária para concluir a transação. Um aumento do uso da Apple Pay significa que as compras no aplicativo serão menos desanimadoras, minimizando assim o abandono do carrinho de compras.

 

HomePod, o primeiro alto falante inteligente da Apple

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O HomePod da Apple está preparado para competir com o Google Home e o Amazon Echo. O alto-falante inteligente é desenvolvido com base no controle de voz via Siri, mas possui impressionante hardware e software. O marketing para o dispositivo orgulhosamente o chama de “o alto-falante construído para música”: ele se adapta a um poderoso woofer dentro de uma pequena estrutura e possui um áudio de 360º que deve ecoar bem em qualquer lugar do ambiente.

O HomePod será alimentado pelo chip A8 da Apple – o mesmo chip do iPhone 6. Isso pode parecer surpreendente para um dispositivo sem tela, mas o HomePod possui vários recursos de software para otimizar o áudio em segundo plano. O dispositivo pode calcular onde ele está em um ambiente para ajustar equilibradamente a acústica.

É improvável que qualquer consumidor deixe as notificações serem transmitidas do seu telefone para o alto-falante, mas é viável que os smart speakers sejam comumente utilizados para determinados tipos de notificações. Os alto-falantes poderiam informar aos usuários que sua comida ou carona chegou, economizando o problema de ficar monitorando os telefones. Tudo em excesso, com certeza atrapalha, mas na hora certa, alto-falantes inteligentes podem tornar as notificações push bem mais convenientes.

 

O que achamos da WWDC

A apresentação da Apple na WWDC 2017 não foi impactante, mas sedimentou alguns novos caminhos para os mobile marketers. Com a visibilidade aprimorada da App Store, maior adoção do Apple Pay e potencial para notificações push por voz, há muito o que se esperar. Ao contrario da tendência do fim dos aplicativos, a Apple mostrou que ainda existe espaço para novos apps e quer que empresas e desenvolvedores continuem a criar e lançar apps, como mostra seu video sobre o mundo sem apps:

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O Google encerrou sua conferência de I/O na semana passada em Mountain View. A ênfase da apresentação foi em experencias ligadas à IA, com o assistente no centro das atenções. Eles também apresentaram duas fortes, mas diferentes visões para VR com Daydream e uma abordagem totalmente nova sobre a realidade aumentada (AR) com o Google Lens.

Como é comum nas apresentações do Google I/O, elas tendem a ser muito inspiradoras (lembre-se do Google Glass e do Nexus Q nos holofotes nos últimos anos), mas eles dão uma boa ideia de como o Google pensa que a indústria estará no futuro.

Como o Google consegue ser exuberantemente futurístico, vamos tentar dividir os pontos da conferência em três: coisas que você deve começar a pensar agora. Coisas que você pode esperar pra ver e ideias visionárias que provavelmente permanecerão restritas – pelo menos por enquanto.

 

Coisas para pensar agora

  • Android O – Tem muita novidade no Android O sobre as quais você deveria estar pensando. Em particular, para que os apps façam seu próprio processamento de localização. Você precisa começar a analisar a compatibilidade com o novo rumo que as otimizações da vida útil da bateria estão tomando.
  • Canais de Notificação no Android O – Canais de notificação permitirão que os usuários optem por entrar ou sair de específicos tipos mensagens push e estabeleçam preferências separadas para a notificação – como som e vibração – para os diferentes tipos de notificações dentro de seus aplicativos. Isso não irá alterar os tipos de mensagens enviadas, mas se o aplicativo aproveitar os benefícios dos canais, os usuários têm opções para lidar com as notificações de marketing, ao invés de desativar todas notificações. Essa é uma grande vitória para os usuários e para os marketers.

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  • Kotlin!– Esse recente programa de linguagem agora é oficialmente apoiada pelo desenvolvimento do Google para Android. A maioria dos desenvolvedores de Android com quem conversamos está muito entusiasmada. Pode coexistir bem com o código Java existente, é altamente compatível e acrescenta relativamente pouco à sobrecarga e ao tamanho do aplicativo. A maneira excessivamente simplista de pensar sobre isso é “como Swift para Android” (não diga isso em voz alta para um desenvolvedor, ou eles vão fazer cara feia! rs).
    Juntamente com algumas outras novas ferramentas arquitetônicas do Android, como Room, esta foi a conferência de I/O mais emocionante em anos para os codificadores Android.

 

Aguarde

  • Google Assistant Actions – Se você tem um serviço de baixa interatividade com interface de usuário, considere desenvolver um Assistente Google. Essas ações agora podem ser executadas no assistente do Android, não apenas no Home Speaker. Ainda existe um problema de capacidade de descoberta para os desenvolvedores que visam esses tipos de plataformas – e um problema de reengajamento ainda maior, uma vez que os recursos de notificação são muito limitados.
  • Android Go – A nova experiência “Android Go” reduzido chegará a dispositivos de baixo custo. Se você estiver visando o mundo em desenvolvimento ou o baixo custo do mercado, você deve considerar o desenvolvimento e teste de aplicativos compatíveis para que você possa ser destaque no Android Go Play Store.
  • Android Instant Apps – Depois de 2 anos de espera, finalmente Instant Apps está pronto! Ele vem com alguns avisos diferentes, no entanto, o mais importante: eles só funcionarão inicialmente no Android 6.0+. Isso significa que dois terços de todos os usuários do Android não poderão aproveitá-lo. Eles também são difíceis de explorar, dependem muito da busca na Web e não têm capacidades de reengajamento ou notificação push. Os desenvolvedores com grande experiência de app, com um único conteúdo altamente rentável e ótima SEO (otimização de motores de busca) devem estar pulando no movimento. A maioria dos outros desenvolvedores deve simplesmente se concentrar em uma boa experiência na web móvel e sua principal experiência de aplicativo móvel.
  • Android Wear – O sistema operacional do smartwatch do Google mal foi mencionado no palco e apenas garantiu duas sessões durante a conferência. Os principais anúncios para o Wear 2.0 com parceiros no início deste ano tiveram uma recepção morna. Com exceção dos principais novos anúncios de hardware, parece que o Android Wear simplesmente não é o pilar da estratégia de consumo do Google este ano. Por trás da notícia de que as empresas estão recuando o funcionamento nos aplicativos da Apple Watch também, isso pode sinalizar a queda dos smartwatches, pelo menos quando se trata de desenvolvedores terceiros.
  • Daydream VR – O Google anunciou novos VR headsets sem fios Android, mas o comportamento dos consumidores em adquirir imitações está diminuindo. O Daydream foi foco no I/O ano passado, e ainda se manteve em alta este ano, mas as histórias de sucesso ainda não chegaram lá.

 

Algum dia

  • Google Lens and Visual Positioning System – O Google mostrou alguns excelentes recursos de reconhecimento de imagem para o seu próprio software e o que eles chamam de Serviço de Posicionamento Visual (VPS) para telefones compatíveis com sensores Tango. Se terceiros irão adotar os novos requisitos de hardware – até agora apenas um parceiro, a ASUS, lançou um telefone compatível – ainda é incerto. Então, encare isso como uma “minúscula chance de maturidade no mercado nos próximos 12 Meses”. A história do Google aqui – a realidade aumentada centrada em smartphones ao invés de fones de ouvido, como o mal sucedido Google Glass – poderia ser a visão de RA mais realista que já vimos, mas sua adoção como uma ferramenta convencional para desenvolvedores, pode ainda estar longe.

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  • TensorFlow– Isso se qualifica como um item de “algum dia” para todos, exceto para os especialistas. Enquanto o Google está claramente planejando a liderança do pacote com as ferramentas de baixo nível e matéria prima de silício para a construção de ferramentas de aprendizado de máquinas altamente dimensionáveis (TensorFlow e Tensor Processing Units), ainda há muitas empresas de hard data que precisam aprimorar o uso dessas ferramentas, e para aproveitar o que o Google tem para oferecer hoje, você ainda precisará de uma equipe de cientistas de dados muito experiente.
  • Progressive Web Apps – Os PWAs prometem uma forma de app’s que não precisarão de código para transformar o conteúdo da Web em um aplicativo Android compactado. Mas, ainda existem problemas de exploração e o principal deles é ser exclusivo Android para as mais avançadas capacidades de instalação e notificação. O Instant Apps do Android preenche a mesma lacuna dos PWA, mas com experiências e capacidades nativas completas e o evidente foco do I/O deste ano foi no Instant Apps ao invés dos PWAs.

 

O que achamos do Google I/O

Pessoalmente, sempre adoramos ver as apresentações e sessões do Google I/O – do conteúdo prático do desenvolvedor até os improváveis anúncios de pré-produção de hardware. Claramente, os Android app’s ainda são uma parte complicada da empresa, mas as previsões para o Assistente e para um futuro cheio de celulares alimentados por IA tem nos entusiasmado pelo que vem pela frente.

 

 

Conclusão: conectividade vs. privacidade

 

Quando colocados frente a frente, os anúncios da Apple na WWDC e do Google na I/O, são muito contrastantes. O primeiro enxerga um futuro centrado na privacidade, no qual os dispositivos aprendem pelo contexto, mas onde você é orientado de forma muito seletiva e de uma maneira centrada no cenário para o que a Apple considera importante. Já o segundo possui foco na aprendizagem em grande escala baseada em nuvem. A visão do Google é mais “anarquista”: um conjunto de algoritmos de nuvem e serviços de terceiros que se conectam através do Assistente de Dispositivos cruzados para entregar conteúdo e responder às necessidades dos usuários.

Será emocionante ver essas duas visões no mercado nos próximos meses e anos.

 

Nós da Inngage estamos constantemente construindo ferramentas que ajudam os desenvolvedores a se envolverem com seus usuários, onde quer que estejam. Estamos muito entusiasmados com as novidades que começam a se formar e sobre significado delas para o futuro do celular – e além.

Sobre o Autor:

CO-Fundador e CEO (Chief Engagement Officer) da Inngage. Vamos conversar sobre engajamento de usuários?

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