A Geração Z é a definição sociológica para a geração de pessoas nascida, em média, entre meados dos anos 1990 até o início do ano 2010. Essa geração é conhecida por ser nativa digital, muito familiarizada com a internet, compartilhamento de arquivos, telefones móveis, não apenas acessando a rede de suas casas, mas também pelo celular, estando assim extremamente conectadas. Suas principais características são: compreensão da tecnologia e abertura social às tecnologias.

Diante da hiperconectividade do mundo moderno, uma mudança profunda de comportamento começa a marcar as novas gerações. Mais do que um ambiente de novas possibilidades, a Geração Z vê o universo digital como uma parte do mundo em que vivem. Para eles, faz pouco sentido separar a vida real da digital – a internet está em todo o lugar e, por isso, as interações online ganham uma dimensão tão grande quanto as vividas offline.

Parte da realidade dessa geração são os aplicativos, a comunicação por vídeo, e a conectividade com o mundo todo. São esses aspectos que os tornam adaptáveis a diferentes plataformas, o que pode ser uma vantagem para o mundo corporativo. 

Entretanto, por ser uma das gerações mais tecnológicas, tal característica pode acabar gerando impaciência e, rotinas atreladas a burocracias pode desanimá-los.

Antes de darmos continuidade, vamos analisar um breve históricos das gerações:

Compras da geração Z

Segundo dados do Sebrae, o público que tem preferência por fazer compras online é composto principalmente pela geração Z, que está chegando agora ao mercado de trabalho. Esse público representa 31% e formam mais de 65 milhões de consumidores em potencial. Conhecer suas características, portanto, pode facilitar no relacionamento e na comunicação das empresas.

Segundo pesquisa da Mobile Marketing Association, feita em parceria com o IBOPE Nielsen Online, cerca 38% dos adolescentes brasileiros, entre 10 e 17 anos, preferem acessar a internet por um dispositivo móvel, taxa que cai para 21% para quem tem idade entre 25 e 34 anos.

Mais do que um gosto, isso deixa claro o perfil do grupo: eles estão constantemente conectados. E isso representa muito mais chances de comprar online. Ainda não há muitos dados sobre o mercado brasileiro, mas nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa da investidora americana Piper Jaffray, 78% dos adolescentes de 12 a 17 anos fazem compras pela internet.

Um grande ponto a ser observado é que esse público é muito exigente e já não se atrai apenas com formas tradicionais de propaganda. É uma geração que utiliza as redes sociais e confiam na opinião de pessoas conhecidas para fechar uma compra. Desse modo, é preciso que as marcas tenham presença online e busquem personalizar a experiência de compra de acordo com o perfil de cada consumidor.

 

Boa experiência no mobile

Mas os desafios não param por aí, os usuários esperam viver experiências digitais cada vez melhores e mais rápidas, e o mobile não é exceção. Se você quiser proporcionar uma jornada omnichannel aos seus clientes, as plataformas devem se complementar e criar uma experiência tranquila de compra mobile por meio dos apps e sites.

Uma Análise do E-commerce no Mundo realizada pela Criteo, mostrou que, na maioria das regiões, o mobile já responde por 65% das transações online de varejistas com um app de compras, e o share in-app das vendas continua a crescer. Não é surpresa nenhuma, já que as taxas de conversão dos apps chegam a ser cinco vezes mais altas que na web mobile em todo o mundo. Espera-se que a participação do mobile continue aumentando — especialmente o share das transações de varejistas que têm um app de compras. 

Está claro que a oportunidade é enorme. Um estudo aponta que, cerca de 1 em cada 4 pessoas abandona os apps depois de um único uso. Sem uma estratégia para engajar ativamente quem baixa seu app, o uso da base instalada pode diminuir rapidamente. Os apps que não conseguem engajar os usuários e permanecem sem uso acabam sendo excluídos, e a oportunidade de engajar usuários de alto valor é perdida.

Para maximizar o potencial do seu app, considere o retargeting para apps para levar usuários inativos de volta ao seu site e mantê-los ativos. Quando se fala em automação e comunicação com a geração mobile, é interessante prestar atenção nos diferentes dados que os canais utilizados disponibilizam. 

Na hora de estruturar campanhas, se você entende todo o caminho que o consumidor percorre para realizar uma compra, terá mais efetividade na mensagem que deseja passar. A pesquisa  The Gen Z, da Criteo, mostra que a nova geração quer tudo personalizado, incluindo anúncios. Dos pesquisados, 62% afirmaram gostar de propagandas que agregam valor.

 

Obtenha os dados de que você precisa para oferecer experiências personalizadas

A geração Z, em particular, têm maior probabilidade de ignorar anúncios ou usar bloqueadores de publicidade. Por isso, para impactá-los, é necessário acertar em cheio sua comunicação. Isso significa que os anúncios devem ser altamente personalizados com o design e a comunicação certa, no lugar certo, na hora certa. Significa também conseguir reconhecer os consumidores entre cada canal e dispositivo, criando uma comunicação integrada. Esse nível de personalização exige uma quantidade enorme de dados e inteligência artificial sofisticada para você conseguir analisar e agir com base nesses dados. 

 

Invista em uma geolocalização mais assertiva

Os smartphones atuais já vem com um recurso do GPS incorporado, a cada ano, essa tecnologia de geolocalização fica ainda mais eficiente. Consequentemente, isso possibilita que você segmente seus anúncios e campanhas com base nessa funcionalidade, escolhendo atingir apenas pessoas que estão em determinado bairro ou cidade.

A geolocalização pode ser uma arma de marketing poderosa, por exemplo, se é possível saber quando uma pessoa passa perto de uma loja, por que não mostrar para ele uma promoção nesse momento? Pode ser o incentivo que faltava para ela entrar.

Além disso, conhecer o perfil dos locais que o usuário frequenta ajuda a entender melhor seu comportamento. Assim, se uma pessoa é impactada por uma campanha na hora do almoço, andando por onde trabalha ou mora, com um anúncio de promoção em um restaurante que ela goste, a taxa de conversão e atração é muito maior. Assim, a campanha torna-se mais assertiva para uma marca.

Outra vantagem da geolocalização é o poder de impactar seu usuário em qualquer momento, esteja ele previamente conectado ou não. A partir dos locais que o usuário frequenta, podemos enviar notificações, mensagens de texto ou multimídia em formatos assertivos, com informações que interessem seu cliente naquele determinado momento e local.

 

Conhecimento é a melhor arma

Apesar de importantes, dados demográficos e respectivos interesses, não são suficientes para definir que tipo de persona sua marca ou empresa impacta. Porém, através de informações como os aplicativos que eles usam, você consegue se conectar mais intimamente com seus clientes, adaptando anúncios à seus gostos e necessidades.

Informações como o ID de cada dispositivo podem ser muito útil para esse contexto. É um número único com o qual é possível saber quais aplicativos o usuário usa, que tipo de conteúdo consome ou produtos ele compra. Só temos que ficar atentos e seguir a nova lei geral de proteção de dados.

A geolocalização somada a uma análise de dados realizada de maneira assertiva pode transformar uma simples comunicação em um benefício ao usuário. O conteúdo personalizado e bem contextualizado pode transformar viewers comuns em clientes, aumentando o resultado para sua marca ou empresa.

 

Conclusão

Sabemos que a geração Z está sempre aberta a novas experiências, e dispostos a querer mais e aprender mais, já que o foco desta geração é evoluir. Desse modo, para se comunicar de forma efetiva com eles, é preciso utilizar dos dados disponibilizados tanto em canais on quanto off-line. Mais do que nunca, esses dados ajudarão a chamar a atenção e conquistar o consumidor.