NRF 2026: O que Microsoft e Frasers Group falam sobre a Nova Fidelidade

NRF 2026: O que Microsoft e Frasers Group falam sobre a Nova Fidelidade
Se o primeiro dia da NRF 2026 o papo foi muito sobre infraestrutura e eficiência operacional, o segundo dia trouxe algo mais “vivo”. E agora vamos falar de como a fidelidade está sendo redesenhada por experiências orientadas por IA, intenção e contexto.
Ontem, em uma das sessões mais provocativas do evento: “Beyond the website: Reinventing retail for AI-native shoppers” (“Além do site: Reinventando o varejo para compradores nativos em IA”)com Jennifer Myers (Microsoft Shopping) e David Clark (Frasers Group) o ponto central foi claro:
Fidelidade não é mais um programa. É um motor. E esse motor, agora, é movido por IA.
A seguir, os principais aprendizados e o que isso significa para o mercado brasileiro de CRM e engajamento.
1) Do “histórico de compras” para a “intenção em tempo real”
Por anos, o varejo operou olhando para o retrovisor: o que o cliente comprou, quando comprou, quanto gastou.
O que a discussão na NRF reforçou é que isso ficou pequeno demais.
Com experiências de compra cada vez mais mediadas por interfaces inteligentes (busca, assistentes, recomendações, chat e fluxos guiados), o foco passa a ser:
- o que o cliente está tentando resolver agora
- qual é a intenção por trás do comportamento
- qual é o contexto que explica a decisão
Na prática, o comportamento deixa de ser só “comprou um tênis” e passa a ser “está se preparando para correr”, “busca performance”, “quer praticidade”, “está comparando custo-benefício”, etc.
O insight: o dado mais valioso hoje não é um identificador no caixa, é o contexto capturado em interações e sinais, e transformado em ação por IA.
2) Fidelidade como ecossistema: quando a marca vira rede (e não “uma loja”)
O Frasers Group opera um portfólio amplo de marcas e formatos (como Sports Direct e outras). Em grupos assim, um desafio clássico sempre foi: o cliente existe, mas não “anda junto” entre as marcas.
A conversa na NRF reforçou o valor estratégico de construir uma experiência unificada — não apenas no visual, mas na identidade, preferências, sinais e consistência da jornada.
Quando o cliente deixa de ser “desconhecido” a cada nova marca, a fidelidade muda de patamar:
- você não depende só de pontos
- você cria uma continuidade de experiência
- você aumenta cross-sell sem forçar a barra
- você reduz atrito e aumenta recorrência
O resultado esperado: o LTV cresce quando o cliente percebe que está dentro de um ecossistema inteligente, não interagindo com “ilhas” separadas.
3) O fim do “cupom de massa”: relevância primeiro, desconto depois
Outro ponto forte da discussão foi a crítica ao modelo de disparo genérico.
O varejo ficou viciado em “empurrar oferta” para todo mundo e isso parece eficiência, mas muitas vezes é só custo.
O caminho defendido (e cada vez mais viável com IA) é sair do “10% para toda a base” e migrar para um modelo onde o benefício é definido por:
- propensão real de compra
- risco de churn
- momento da jornada
- perfil e preferências
- valor incremental esperado
E aqui vem um detalhe importante: o benefício não precisa ser desconto.
Pode ser acesso antecipado, prioridade, experiência, conteúdo, bundles, frete, ou qualquer coisa que aumente valor percebido sem corroer margem.
O insight: fidelidade deixa de ser “recompensa transacional” e vira orquestração de valor.
O que isso significa para o Brasil (e por que isso conversa com a tese da Inngage)
NRF 2026: O que Microsoft e Frasers Group falam sobre a Nova Fidelidade fica mais evidente: mensagem não é estratégia — mensagem é o veículo.
A estratégia, agora, é ter um motor que entenda o cliente no tempo certo, com inteligência, e consiga ativar canais (push, WhatsApp, e-mail, SMS, RCS e on-site) com uma lógica de decisão baseada em contexto, intenção e probabilidade.
Na Inngage, a gente fala nisso há um tempão: engajamento é sobre relevância.
E relevância não nasce de um calendário de campanhas, ela nasce de um sistema que entende o cliente e escolhe a próxima melhor ação.
A pergunta que fica…
Se o seu cliente parasse de ganhar pontos hoje… ele continuaria fiel à sua marca pelo serviço, pela personalização e pela experiência que você entrega?
Se a resposta for “não”, talvez o problema não seja o seu programa de fidelidade.
Agende um papo com nosso time e deixe a gente fazer uma análise do seu problema e onde podemos te ajudar!
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Referências
- NRF 2026 – Session: “Beyond the website: Reinventing retail for AI-native shoppers” (ReturnPro Stage)
- NRF 2026 – Speakers: David Clark (Frasers Group); Jennifer Myers (Microsoft Shopping)
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