Innsights_#03 O fracasso do Clubhouse e as lições que podemos aprender
Cris Lamanna
11 de dezembro de 2025
Innsights #03
O que o fracasso do Clubhouse ensina sobre retenção e hype no digital
Em 2021 o Clubhouse virou o aplicativo mais comentado do mundo. Um modelo simples, salas de conversa por áudio em tempo real, bastou para atrair celebridades, executivos e milhões de usuários.
Mas o que parecia o “novo Twitter” rapidamente perdeu força. Em poucos meses, o app despencou de 10 milhões de downloads para menos de 1 milhão, caindo no esquecimento quase tão rápido quanto subiu.
Por que isso aconteceu?
E o que esse caso ensina sobre retenção e engajamento para marcas e produtos digitais?
🚀 O Hype: exclusividade e senso de pertencimento
O sucesso inicial do Clubhouse foi impulsionado por dois gatilhos clássicos: exclusividade e escassez.
Era preciso ter um convite para entrar, e isso criou uma corrida pela novidade.
Influenciadores, executivos e celebridades se reuniam em salas de conversa sobre tecnologia, cultura, negócios e entretenimento. Parecia o lugar onde “tudo estava acontecendo”.
Mas o que o Clubhouse esqueceu é que o hype não é o mesmo que engajamento.
📉 A queda: o hype não segura sem experiência contínua
O que veio depois mostra como a falta de estratégia de retenção derruba até os maiores picos de crescimento.
- Barreiras demais para novos usuários: o app demorou meses para chegar ao Android, e isso reduziu drasticamente o potencial de expansão.
- Ausência de moderação e segurança: o ambiente se tornou caótico, com falas tóxicas e falta de controle.
- Concorrência imediata: Twitter lançou o Spaces, e logo vieram versões similares em outras plataformas.
Quando a novidade acabou, o Clubhouse não tinha um motivo forte para manter as pessoas voltando.
💡 O que ele poderia ter feito diferente
Alguns aprendizados claros para qualquer empresa que quer crescer com base em comunidade e conteúdo:
- Criar loops de retenção → manter as pessoas voltando com eventos recorrentes, gamificação ou conteúdo exclusivo.
- Valorizar os criadores → transformar hosts em parceiros, não apenas usuários.
- Simplificar o onboarding → quanto mais rápido o usuário entender o valor, maior a chance de engajamento.
🧭 A lição para o mercado
O caso Clubhouse reforça um princípio essencial:
A viralização traz downloads. A retenção constrói negócios.
Toda marca ou aplicativo precisa planejar não só como atrair, mas principalmente como fazer as pessoas ficarem.
É aqui que entram os pilares de engajamento, personalização e timing, que transformam curiosos em clientes ativos.
🔍 Conclusão: hype é momentâneo, relacionamento é duradouro
O Clubhouse é um excelente lembrete de que o crescimento rápido sem uma base sólida de engajamento é insustentável.
Para escalar no digital, é preciso pensar além da aquisição:
- Quem é o usuário que volta?
- Por que ele permanece?
- Como sua experiência melhora a cada uso?
No fim, o sucesso não está em ser o app mais baixado do momento —
mas em ser o app que as pessoas não conseguem deixar de usar.
✳️ Innsights_ é uma série da Inngage que analisa os bastidores de marcas, produtos e estratégias de marketing digital.
Nosso objetivo é inspirar empresas a crescer de forma inteligente, com dados, retenção e experiência real.
Cris Lamanna
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